Picanha com Geleia de Gengibre


Um dia de verão e a escolha por um prato bem TERRA: Picanha com Geleia de Gengibre. Afinal, o gengibre é uma raiz e é muito utilizada nos ritos pagãos, associados à sedução e ao sucesso.

Gengibre é TERRA e terra representa tudo o que é palpável, como o corpo físico, os alimentos, os minerais. São manifestações divinas, permite entrar em sintonia com esse elemento e se sentir no eixo.

Em uma das andanças do ano que passou, em nosso primeiro ATO, encontramos em Paraty uma Geleia de Gengibre e achamos que poderia ficar deliciosa sobre um grelhado. Mas hoje, resolvemos temperar a própria Picanha com a geleia e depois, assá-la.


Penso, que em momentos especiais, não escolhemos o prato que faremos aleatoriamente. Ainda que não saibamos, nossos instintos nos guiam para aqueles ingredientes. Ou será que são os ingredientes que nos escolhem? Quem sabe nossas escolhas são apenas manifestações daquelas forças que liberamos quando encontramos equilíbrio no que sentimos e nos descobrimos felizes.

O Gengibre nos escolheu hoje.

Ingredientes:

1 peça de picanha
Pimenta do Reino a gosto
Geleia de Gengibre a gosto
Sal a gosto
Azeite de Manjericão a gosto


Separe uma peça de Picanha. O ideal é que ela tenha aproximadamente 1,2 kg. Se precisar, lave a peça para retirar o excesso de sangue.

Unte a peça com o Azeite de Manjericão e salpique a Pimenta do Reino sobre todos os lados da Picanha.

Espalhe a Geleia de Gengibre em toda a peça de Picanha e deixe descansar por pelo menos 1 hora.

Após esse tempo, pré-aqueça o forno em temperatura alta por 10 minutos e coloque a Picanha no forno em temperatura média (220º).

Quando a Picanha estiver moreninha, retire-a do forno e fatie. Escolha o ponto que desejas.

Na hora de servi-la, pode dourá-la na frigideira. Utilizamos um pequeno fogareiro de camping para dourar as fatias da Picanha no ponto que desejamos.


Mas não basta o prato estar saboroso. É necessário que todo o ambiente esteja harmonizado. Isso inclui a música escolhida, as bebidas que acompanharão o instante, os acompanhamentos, o local...





sou

sol

solta

volta

venta

entra

senta

sente

enrosca

gosta

ôba

ama

fica

- Pedro Rocha


Para a gente, cozinhar tem sido um ato de descoberta. Já fizemos muitas receitas, mas ficaram entre nós. Nos descobrimos quando misturamos temperos, quando choramos no corte da cebola, quando nos surpreendemos com um aroma, com um gosto, quando discutimos o melhor tempero, quando decidimos o ponto do sal. Esse fazer, vai nos fazendo. Esse misturar, mexer, vai nos misturando, nos temperando. O prazer final, do degustar, as vezes lendo uma poesia, as vezes discutindo caminhos, as vezes mudando o mundo, as vezes debatendo temas de interesse comum, as vezes o silêncio cúmplice.


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