Almoço de domingo - ou, Canção do Outono



O choro fino
Do violino

      Do outono
Enche-me a alma
De estranha calma
      E abandono

Tão sufocante
E turva quando
      Soa a hora
Eu me recordo
Dos dias idos
      E choro

E assim vou eu
Ao vento mau
      Que me leva
Daqui para lá
Como faz com a
       Folha seca

Canção do Outono
- Paul Verlaine

A Canção do Outono foi servida com Arroz Integral, Lentilha com Soja, Batatas Assadas, Berinjela Gratinada e Salada Verde com Champignon e Geléia de Uva.

 Não vou escrever a receita, é muito simples e fácil... postarei apenas os acompanhamentos. Detalhes que tornam o Almoço de Domingo uma incursão por um dia de outono.



"(...) Nós não somos nossa pele de sujeira, nós não somos nossa horrorosa locomotiva sem imagem empoeirada e arrebentada, por dentro somos todos girassóis maravilhosos, nós somos abençoados por nosso próprio sêmen & dourados corpos pelados e nus da realização crescendo dentro dos loucos girassóis negros e formais ao pôr do sol, espreitados por nossos olhos à sombra da louca locomotiva do cais na visão do poente de latarias e colinas de Frisco sentados ao anoitecer."

Sutra do Girassol
- Allen Ginsberg




“A liberdade é a possibilidade de isolamento. (...) Se te é impossível viver só, nasceste escravo.”

Fernando Pessoa







“Amanhã também eu – a alma que sente e pensa, o universo que sou para mim – sim, amanhã eu também serei o que deixou de passar nestas ruas (...) E tudo quanto faço, tudo quanto sinto, tudo quanto vivo, não será mais que um transeunte a menos na quotidianidade de ruas de uma cidade qualquer.”

Fernando Pessoa



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Sempre gostei de cozinhar, embora nunca tenha feito nenhum curso para isso.

Minha primeira vez foi ainda criança. De lá para cá, fui aprimorando... adaptando receitas ou seguindo-as a risca.

Os temperos me provocam... os sabores... cheiros...

Perdi muitos pratos gostosos, por isso a idéia desse blog. Publicar as receitas que faço para meu registro e para quem tiver interesse.


"Comigo as coisas não tem hoje e ant'ontem nem amanhã: é sempre. (...) o senhor por ora mal me entende, se é que no fim entenderá. Mas a vida não é entendível."

"(...) o real não está na saída nem na chegada: ele se dispõe para a gente é no meio da travessia."

(Guimarães Rosa)


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